Agenda
Todos os Eventos
Parceiros
Abaixo-Assinado
 |
Acesse aqui o Abaixo-assinado e contribua para a despoluição do Rio Belém.
Você também pode baixar o formulário e arrecadar assinaturas para a campanha. |
 |
|
Rio Belém
O Rio Belém é um curso d´água genuinamente curitibano e sua extensão é de 21 km. A nascente e a foz estão dentro de Curitiba, o rio nasce no bairro da Cachoeira e deságua nas cavas do Rio Iguaçu, no Boqueirão.
O Belém passa por 15 bairros da cidade, mas a sua Bacia Hidrográfica abrange um total de 35 bairros, entre eles estão: Ahu, Bom Retiro, Cabral, Centro, Batel, Água Verde, Guaíra, Parolin, Prado Velho, Jardim Botânico, Jardim das Américas, Guabirotuba, Hauer, Lindóia, Novo Mundo, Xaxim, Boqueirão, Uberaba, Alto Boqueirão, Vila Fanny, Cristo Rei, Barreirinha, Boa Vista, São Lourenço e Mercês.
Os pontos turísticos e monumentos que estão na Bacia do Belém: Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque São Lourenço, Bosque do Papa, Parque das Nascentes do Belém, Passeio Público, Teatro Guaíra, Couto Pereira, Arena da Baixada, Vila Capanema, PUCPR, Reitoria da UFPR, Centro Cívico, Parque Iguaçu e Parque da Barreirinha.
História do Rio Belém
Em 1721 o Ouvidor Raphael Pires Pardinho, ao visitar a então vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com seus 1.400 habitantes, se preocupou com o crescimento, a educação, a organização e a limpeza da vila. Ouvidor Pardinho em seus despachos obrigou os moradores a limparem todo o ano o rio Belém para evitar banhados em frente à Igreja Matriz. Em 1783 a Câmara de Vereadores baixava normas urbanísticas que impunham respeito ao aspecto público da cidade.
No ano de 1877 as águas do Rio Belém eram limpas e assim surgiu a idéia de aproveitá-lo como fonte de abastecimento, mas a proposta não vingou. Um pouco mais de 10 anos, em 1888, o rio já sofria com a falta de saneamento e Curitiba teve a primeira epidemia de tifo relacionada ao esgoto do Belém.
O Belém teve sua extensão retificada em 1935. Um trecho do rio de 17,8 Km passou a ter 7,2 Km.
Em 1962 e 1967 foram realizadas várias obras nos rios curitibanos e duas delas foram a canalização do Belém no trecho que compreende o Centro Cívico até o Passeio Público e a cobertura de um de seus afluentes, o Rio Ivo.
A parte central do Belém terminou de ser coberta em 1977 e assim duas das principais ruas da capital paranaense, Mariano Torres e Tibagi, tem em seu percurso o Rio Belém abaixo.
O problema com a poluição continua e em 1980 foi criada a Estação de Tratamento do Rio Belém com a promessa que ele teria novamente peixes em suas águas.
Entre 1997 a 2001 mais de 20 toneladas de lixo e lodo são retirados do rio pela dragagem realizada nos últimos oito quilômetros.
No ano de 2005 um projeto do poder público para o Belém incluía descanalizações e um espelho d’água na Mariano Torres.
No final de 2007 a Prefeitura de Curitiba lançou os editais de licitação da dragagem do Rio Belém. O Departamento de Saneamento da Secretaria Municipal de Obras Públicas pretende aprofundar 70 centímetros do leito do rio, aumentando a vazão em 270 milhões de litros. Serão limpos 7.800 metros, saindo da BR-476 até o rio Iguaçu. A obra passará pelos bairros Prado Velho, Guabirotuba, Hauer, Uberaba e Boqueirão.
Poluição do Belém
A extensão da rede de esgoto de Curitiba é de 4.676 mil quilômetros, mas o Rio Belém ainda recebe ligações irregulares, tanto de esgotos na rede de águas pluviais, como também de ligações de rede de águas pluviais na rede coletora de esgoto sanitário.
A bacia do Rio Belém é a maior de Curitiba em número de ligações de água e de esgoto, mas há pelo menos 12,7 mil ligações irregulares. Atualmente 81% dos moradores já dispõem de rede coletora. O problema é que 19,7% dos imóveis da bacia – 24,8 mil residências – não estão ligados à rede. O maior problema está nos bairros centrais. Isso significa que milhares de pessoas podem estar despejando seus dejetos diretamente no Belém ou nos riachos que deságuam nele.
Outra forma de poluir é jogar lixo diretamente nas águas do rio ou deixar que a chuva leve esses lixos, como bitucas de cigarro, garrafas de água e papel de bala.
Há uma outra forma de contaminação conhecida como poluição difusa. A sujeira levada pelas chuvas para os rios, tal como pedaços minúsculos da borracha dos pneus que se desgastam com o uso do carro, folhas de árvores, pó de asfalto, fezes de animais, partículas de lixo colocado na rua para ser coletado pelos caminhões, poluição do ar “lavada” pelos temporais, terra que desliza dos barrancos do rio, tudo que a água pode levar é poluição difusa.
Despoluição do Rio Belém
Despoluir o Belém exige investimentos, ações do poder público e participação da população. São apontadas seis soluções possíveis:
- Expandir a rede de esgoto para 100% das casas.
- Combater as ligações de esgoto clandestinas, em várias casas as ligações do esgoto estão nas galerias de águas da chuva.
- Envolver a população no projeto de revitalização.
- Resgatar a identidade da população com o Belém. Revalorizar o rio com obras paisagísticas para torná-lo um local aprazível de se freqüentar, com praças, bosques e jardinetes.
- Implantar sistemas de contenção de enxurradas e de reservatórios para conter a água da chuva em residências e prédios.
- Tratar a água poluída dentro do próprio rio. Se a poluição continuar a chegar ao Rio Belém, ainda é possível despoluí-lo por meio de um processo de tratamento da água dentro do próprio leito. Eliminando 99% dos coliformes fecais, 98% da carga de fósforo (poluente), 97% de metais pesados e 92% da turbidez presentes na água.
|